Como aproveitar melhor as áreas de pastagem de minha fazenda?

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Atualmente o Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo, e a maioria dessa produção acontece à pasto. Essa preferência ocorre porque nosso clima é favorável ao desenvolvimento rápido da pastagem, e por termos uma grande extensão territorial que pode ser aproveitada para esse fim.

E como os custos com alimentação dos animais pode chegar até a 70% do custo da produção como um todo, apostar no sistema de produção à pasto pode ser uma boa pedida, pois trata-se do sistema de produção mais barato.

Mas no Brasil é muito comum encontrarmos pastagem em estado avançado de degradação ou já totalmente degradadas, que acabam sendo pouco produtivas e demandam um alto custo para que possam ser recuperadas.

Fonte: girorural.com

O melhor jeito de aproveitar as áreas de pasto de sua fazenda? Com piquetes!

Dividindo a área de pasto da sua fazenda em piquetes, é possível utilizar tanto a lotação contínua quanto a lotação rotacionada. Além disso, a capacidade de suporte da fazenda aumenta muito, e com isso, a produtividade do seu rebanho também aumenta!

Os bovinos têm preferência pelas folhas da pastagem, normalmente ingerindo 80% da dieta em folhas. Através do piqueteamento, buscamos que o pasto disponível ao animal tenha essa proporção, que garante que o pasto tenha um maior valor nutritivo, fazendo com que o bovino ganhe mais peso em menos tempo.

Porque dividir a propriedade em piquetes?

Realizando-se o piqueteamento e calculando a taxa de lotação da maneira correta, podemos evitar os chamados subpastejo e superpastejo. O subpastejo é o pastejo incompleto da forragem, o que gera um crescimento acima do recomendado nas plantas, as quais passam do ponto ótimo de colheita e realizam o alongamento de colmos, deixando a forrageira com alto teor de lignina, substância que não é aproveitada pelo animal no processo de digestão, perdendo assim, a qualidade da planta.

Por outro lado, no superpastejo, os animais consomem a planta em maiores quantidades do que deveriam, deixando-as mais baixas que o necessário, diminuindo assim, a quantidade de folhas na gramínea, dificultando na rebrota do capim, e também deixando o solo exposto, o que aumenta as chances de degradação da pastagem e do solo.

Outro benefício da divisão das pastagens da fazenda, é que se pode realizar a vedação de determinados piquetes, isto é, estocar alimento para o período seco do ano. É possível fazer a vedação pelo fato de deixarmos alguns piquetes em descanso dos animais por um bom período de tempo, isso faz com que o capim cresça e acumule no pasto, para que os animais possam ser alimentados no período da seca.

Nessa época do ano, o crescimento da pastagem representa apenas 5% de todo o crescimento durante o ano. É recomendado fazer a vedação em cerca de 30% da área de pastagem da propriedade, o que gera um bom estoque de alimento para o período. Com isso, essa reserva de alimento, irá garantir uma economia na compra de alimentos concentrados e também, manter os animais em um bom pasto mesmo na seca, evitando perca de peso e aumentando os lucros do produtor.

Pode-se dizer que para se ter uma pastagem de boa qualidade, deve-se fazer o piqueteamento e a lotação de forma correta para cada piquete. Isso também, aumentará a massa do pasto, o poder de rebrota, o valor nutritivo da pastagem e a quantidade de folhas do pasto. O piqueteamento também serve para a vedação da pastagem, garantindo alimento para os animais na época seca do ano.

Fonte: pastoextraordinario.com.br

Piqueteamento

Para se dividir a propriedade em pequenas parcelas e onde se utiliza o pastejo rotacionado, devemos ficar atentos ao período de descanso (PD) e período de ocupação (PO) que se deseja. A fórmula para o cálculo do número de piquetes é indicada por: PD/PO+1. Também deve-se conhecer o período de descanso de sua cultivar, uma vez que encontra na literatura e em fornecedoras de sementes diversas recomendações de períodos de descanso para as diferentes cultivares de espécies forrageiras.

Ainda deve-se ter em mente o momento de entrada e de saída dos animais no piquete. O momento de entrada dos animais no pasto depende do cultivar existente na propriedade, onde cada capim possui diferentes recomendações de altura de entrada, pois eles têm características e produções também diferentes. Já a altura de saída geralmente se faz com a metade da altura de entrada dos animais no piquete.

Outro fator importante, é o formato dos piquetes, no qual não se recomenda a utilização de piquetes muito grandes e compridos, pois assim o gado terá que caminhar grandes distâncias para consumir água e mineral. Além disso, o consumo da pastagem pode ser desigual, podendo com isso gerar áreas com subpastejo ou superpastejo.

A recomendação é que seja feito piquetes proporcionais em que não sejam muito compridos, além de deixar áreas para praças de alimentação no centro dos piquetes, onde devem ter bebedouros e cochos para suplementação e também, devem possuir corredores de acesso para a praça de alimentação.

Assim como se deve seguir as recomendações, o fator econômico também deve ser levado em consideração na hora de realizar as divisões da fazenda. Dessa forma, o custo com mão de obra e materiais para a construção dos piquetes é um fator determinante, porém, vem se utilizando na confecção de cercas, fios de choques, os quais podem reduzir o número de fios de arame, barateando o custo de produção da cerca. Para que o sistema de choque funcione, é necessária uma adaptação dos animais ao sistema, fazendo-os respeitarem os fios, facilitando o manejo do rebanho.

Fonte: coanconsultoria.com.br

Adubação

A adubação deve ser feita conforme a análises de solos, podendo ser necessária a correção do solo ou adubação da pastagem.
Tem que se dar prioridade as melhores áreas da fazenda para que seja feita a adubação, pois são as áreas onde possuem melhor potencial para crescimento do capim, onde ele irá ter um melhor crescimento em um menor período de tempo, aumentando a quantidade de matéria no pasto, melhorando a produtividade dos animais e fazendo com que esse investimento volte o mais rápido para o bolso do produtor.

Também deve-se atentar ao nível tecnológico do sistema, sendo a adubação mais necessária em sistemas mais intensivos de produção, os quais retiram maiores quantidades de nutrientes do solo. A adubação é responsável pela vida produtiva da pastagem, e sendo realizada da maneira certa, evita a degradação da mesma e também do solo. Além do mais, com a adubação e o bom manejo da pastagem se obtém uma boa cobertura do solo, prevenindo erosões e pragas no pasto.

Fonte: sementesantafe.com.br

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