Pastagem de qualidade para o gado é fator determinante no produto final

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Pasto de qualidade e bem manejado resulta em ganho de peso e reduz custos com suplementação

Cultivar um pasto de qualidade pode ser fator decisivo na atividade pecuária, bem como o manejo do rebanho e das pastagens. A planta, depois de ingerida pelo animal, é convertida em proteína e energia para a produção de leite ou carne. Por isso, uma pastagem de qualidade e bem manejada vai apresentar melhores níveis de nutriente ao animal.

Para se obter sucesso nas atividades de produção de leite ou carne são necessários alguns cuidados e manejo adequado do rebanho e tudo que é fornecido aos animais, como a alimentação.

Numa alimentação baseada em pastagens, por exemplo, é importante escolher a espécie da forrageira mais adequada às condições climáticas de cada região e também manejar corretamente os pastos.

 

A combinação da criação de raças com boa genética e boas condições de alimentação aliadas ao bem-estar animal, garantem a alta qualidade do produto, seja leite ou carne, com as características desejadas no mercado.

Dessa forma, preparar uma infraestrutura adequada para melhor conservação da área e fazer um planejamento alimentar eficiente são medidas essenciais.

Alguns capins recomendados para pastagem são:

  • marandu ou brachiarão: é um capim de uso flexível e com boa adaptação a diferentes condições edafoclimáticas (de clima e solo). Com raízes profundas, tolera bem o frio e a estiagem, além de ser resistente à cigarrinha das pastagens. Possui alto índice nutricional, com boa palatabilidade e digestibilidade, além de fácil manejo;
  • brachiaria decumbens: mais utilizado no Cerrado, esse capim se adapta bem em solos ácidos e com baixa fertilidade. Tolera bem o pisoteio e pastejo intenso. Apesar de ter boa palatabilidade, caiu um pouco em desuso por não ser muito resistente ao ataque de pragas;
  • brachiaria humidicola: essa é uma boa opção para solos com mais umidade, podendo, inclusive, passar meses embaixo da água e sobreviver em solos com baixa fertilidade. Pode ser comum o consórcio do humidícola com o capim mombaça, que não tolera solos encharcados;
  • capim mombaça: esse capim apresenta alta qualidade e boa produtividade, se adaptando a várias condições climáticas. Por essas qualidades, prefere solos férteis, e pode exigir mais atenção quanto ao uso de fertilizantes. Por ter maior custo de produção, seu plantio é recomendado em áreas menores, para um melhor manejo. Dessa forma, com uma área delimitada, o gado consome a forragem mais abundante e sem desperdícios.

Outra boa opção além das citadas é o capim-elefante, principalmente para o gado leiteiro. No entanto, um desafio enfrentado no sistema baseado em pastagens é a sazonalidade das forrageiras, que são abundantes no período das águas e escassas na seca.

No Sul do Brasil, por exemplo, a sazonalidade é amenizada pelo plantio de pastos de clima frio, como azevém e aveia. Com isso é possível utilizar essas forragens no período onde as pastagens de clima tropical reduzem seu desenvolvimento.

Assim, com uma pastagem de qualidade, os custos com suplementação são reduzidos, aumentando o potencial da planta e o desempenho animal.

 

De acordo com a Embrapa Gado de Corte, é possível aumentar a produção animal em até 40% fazendo o manejo correto da pastagem. Para isso, é importante garantir o uso de sementes puras no plantio do pasto, pois isso aumenta a eficiência das forrageiras, gerando economia no sistema de produção.

Vale lembrar que estes princípios podem ser aplicados tanto em uma fazenda de gado de corte quanto de gado leiteiro.

 

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