4 dicas de alimentação e manejo nutricional para a pecuária de corte

Tempo de leitura: 5 minutos

O índice mais importante para uma fazenda de gado de corte é o ganho de peso dos bois, certo? E para os bois ganharem peso, é necessário fornecer aos bois uma alimentação de qualidade. Mas como garantir que a qualidade é a correta? E principalmente, como conseguir um bom custo x benefício no processo?

A alimentação é um dos fatores que mais gera custo na criação do animal. Conhecer a região o clima e estações do ano é importante, pois isso vai definir quando o pasto será abundante e quando serão as épocas em que algum tipo de complementação será necessária.

No Brasil, a base da alimentação bovina geralmente é o pasto, e em algumas regiões, se o produtor não se planeja da forma correta, seu animal acaba não tendo um bom rendimento, por conta da falta de alguns nutrientes durante os meses de inverno e de pouca chuva.

Saber qual a genética do seu animal, o quanto ele pesa, em que fase  de desenvolvimento ele está, e o que é necessário para que ele se desenvolva da melhor forma possível é primordial para que você pecuarista alcance os resultados desejados.

1- Exigências nutricionais e água

Conhecer as exigências nutricionais do seu animal é importante para saber onde você deve investir, para te ajudar a ter um maior ganho de peso do mesmo e atender a essas exigências.

O bovino tem exigências diárias de água, por isso ter um bom fornecimento de água é importante para que o animal supra suas necessidades com fácil acesso e qualidade. Busque garantir que a água seja fresca e limpa, livre de agentes causadores de doenças. Isso vai garantir que ele não sofra nenhuma perda de peso (ou deixe de ganhar peso dentro do esperado) para algum problema que poderia ser evitado com facilidade.

2 – Forragens

O manejo das forragens é importante, pois uma das principais exigências do animal ele encontra nela, a fibra necessária para o desenvolvimento do seu sistema digestório.

Ainda que criado em confinamento, o animal ainda assim precisa do fornecimento dessa fibra, em quantidade adequada para a fase de desenvolvimento em que se encontra.

Para que não haja perda da pastagem, o ideal é dividir o pasto em piquetes, para que enquanto um piquete se recupera para receber novamente os animais, estes estejam em outro piquete se alimentando. Dessa forma o animal não fica sem se alimentar, nem o pasto sofre com pisoteamento ou de falta de tempo para se recuperar.

Lembre-se: fazer a manutenção do seu pasto é MUITO importante, pois ali está a garantia da alimentação do seu rebanho. Fazer adubação e análises de solo para que o solo esteja em dia com seus nutrientes irá refletir no crescimento e qualidade da forragem oferecida para o seu gado de corte, isso consequentemente vai trazer uma maior produtividade ao seu rebanho.

3 – Suplementação

Durante alguns períodos, o pasto deixa de se desenvolver por conta do clima, e então os animais precisam de outras fontes de nutrientes, para que não tenham seu ganho de peso comprometido.

A suplementação estratégica, principalmente nos períodos de seca, se realizada corretamente, faz com que a perda de peso seja revertida para ganhos moderados ou, pelo menos, que haja a manutenção de peso dos animais.

A suplementação mineral é uma prática de importância enorme, pois a pastagem muitas vezes pode não suprir as necessidades de minerais fundamentais para os ossos, hormônios entre outros, responsáveis pela boa manutenção do metabolismo do animal.

A mistura múltipla, mais conhecida como proteinado, é a alternativa de suplementação que costuma ter a melhor relação custo-benefício. Em pastagens com boa disponibilidade forrageira e lotação de 1 UA/ha, essa suplementação possibilita ganhos de peso em torno de 200 a 400 g/cabeça/dia.

O sal mineral com ureia é a alternativa de suplementação de menor investimento nas épocas de seca, e tem como objetivo a manutenção de peso dos animais no período. É necessário que haja boa disponibilidade de forragem, ainda que de baixa qualidade. O consumo recomendado é de aproximadamente 100 g/UA, sendo cerca de 30% dessa quantidade de ureia.

Para saber mais você pode acessar o site da Embrapa e baixar o livro Nutrição de Bovinos de Corte – Fundamentos e Aplicações.

4 – Genética x sanidade x nutrição

Aliar genética, sanidade e nutrição trará do seu rebanho bons resultados, pois para que os resultados sejam bons é necessário que tudo isso seja um conjunto.

Qual raça é a melhor para o clima da sua região? Quais são os fornecedores de animais que tenham uma boa qualidade genética? Como está a vacinação do seu rebanho? E outros cuidados como vermifugação?

Se os seus animais não estão ganhando peso, você está tendo prejuízo. Por isso é importante identificar seus animais individualmente e acompanhar seu desenvolvimento, tomando todos os cuidados listados acima.

É importante ter monitoramento, acompanhar e ter estratégias alimentares para se obter resultados satisfatórios.

E nisso a JetBov pode ajudar você, não somente oferecendo uma plataforma de gestão totalmente focada na pecuária de corte, mas também com um time de especialistas capazes de ajudar você a adotar as melhores práticas na sua fazenda, maximizando os resultados que ela proporciona para você!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *